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Nossa retina invertida: mal-projetada?

Proponentes da evolução com frequência apontam que a retina de invertebrados é uma característica que indica que esta não foi projetada (por Deus) por causa de sua alocação dentro dos olhos, aparentemente não posicionada da forma mais ideal. Eles referem ao fato de que, para a luz alcançar os fotorreceptores ela tem de passar por todo aparato neural da retina, e presumem que consequente degradação da imagem, formada à altura dos fotorreceptores  ocorre. Em linguagem biológica este arranjo da retina é dito ser invertido porque as células visuais são orientadas de maneira que seus terminais sensoriais são direcionadas para o lado oposto de onde a luz chega. É típico dos vertebrados, mas raros entre invertebrados, sendo encontrado em certos moluscos e aracnídeos.

 

Como de costume, evolucionistas amam apontar para isso como uma evidência de “bad design”, portanto, sendo aparentemente mais condizente com uma explicação naturalista, não-guiada por um Ser inteligente. Dawkins, embora admita que que essa posição da renita e toda a travessia da luz até os fotorreceptores não interfira significantemente na qualidade da imagem, escrevera o seguinte:

 

‘Qualquer engenheiro naturalmente esperaria que os fotorreceptores apontassem em direção a luz, e suas ligações (nervosas) em direção ao cérebro. Ele gargalharia diante de qualquer sugestão de colocar as fotorreceptores no sentido contrário ao da luz, e suas ligações serem posicionadas na direção da luz! Porém, é exatamente o que ocorre em todas as retinas dos vertebrados. Cada fotorreceptor é, de fato, embutido de trás para frente, com seus feixes nervosos ligados ao lado das células mais próximo da luz. Os feixes nervosos tem de atravessar a superfície da retina até um ponto onde ele “mergulha” dentro de uma abertura na retina (o chamado “ponto cego”) afim de chegarem ao nervo ótico. Isso significa que a luz, ao invés de ter garantida passagem livre direto até as fotorreceptores  tem de passar por uma floresta de feixes conectados, presumivelmente sofrendo ao menos alguma atenuação e distorção (na verdade, provavelmente não muita, de qualquer jeito, é o tipo de coisa que ofenderia qualquer engenheiro em perfeito juízo). Eu não sei a exata explicação para este estranho fato. O período relevante de sua evolução jaz no passado longínquo.’ 1

 

Primeiro, vamos revisar alguns pontos sobre a anatomia ocular:

 

 

A luz entra no olho humano pela transparente córnea, a janela frontal ocular, que age como uma poderosa lente convexa. Após passa pela pupila (a abertura no diafragma da íris) a luz e posteriormente refratada pela cristalino. Uma imagem do ambiente externo é então focalizada na retina que transforma a luz em sinais nervosos e é a mais profunda (em relação ao centro do globo ocular) das três “túnicas” do segmentos posterior do olho. As outras duas são a altamente fibrosa esclerótica (o “branco dos olhos”) encontrada na parte mais externa continuando desde a córnea e a coroide  uma camada altamente pigmentada e irrigada que se encontra entre as outras duas.

 

A retina consiste de 10 camadas, das quais a mais externa é a escura camada do epitélio pigmentar da retina (RPE em inglês) que devido ao pigmento melanina, é opaca a luz. Suas células tem finas projeções capilares em sua superfície interna chamada microvilosidades que permeiam a região e recobrem as pontas dos fotorreceptores dos segmentos externos. Daí existir um potencial ponto de fissão entre o RPE e os fotorreceptores que se torna evidente quando a retina se separe do RPE, tipo durante o resultado de uma lesão, uma condição conhecida como deslocamento de retina. Cada receptor, seja um bastonete ou cone, consiste de um segmento interior e um exterior, o primeiro contendo organelas para a fabricação dos pigmentos fotossensíveis presente no último. A camada de cones e bastonetes e todas as 8 camadas internas constituem o que é conhecido como retina neurosensorial que é virtualmente transparente à luz. Por meio de inúmeras conexões nervosas complexas dentro da retina neurosensorial, impulsos elétricos gerados pela luz ao atingirem os fotorreceptores são processados e transmitidos a camada de fibras nervosas da retina, de onde seguem pelo nervo ótico até o cérebro.

 

Em muitas espécies que necessitam de visão em ambientes de baixíssima iluminação, uma camada de material cristalino reflexivo, o tapetum (tapete em latim) é incorporado ao RPE ou a coróide. Agindo como um espelho, o tapetum reflete a luz que passa entre os fotorreceptores  daí aumentando a quantidade de luz atingindo os receptores.

 

 

O epitélio pigmentar da retina

 

Fundamental para o entendimento da retina invertida é o papel crucial do RPE. Muitas de suas essenciais funções ainda não são bem conhecidas. Cada célula do RPE está em contato intimo com as pontas dos 20 ou mais segmentos fotorreceptores exteriores cujo número chega a 130 milhões. Sem o RPE os receptores e o resto da retina neurosensorial não podem funcionar plenamente e acabariam se atrofiando.

 

O segmento externo de um receptor consiste de uma pilha de discos contendo pigmentos fotossensíveis. Estes discos são constantemente formados no segmento interno de onde eles seguem sucessivamente dos segmentos externos em direção ao RPE que recicla seus componentes químicos pelo processo de fagocitose (Grego:φάγω (phagō) = comer).

 

O RPE armazena vitamina A, um precursor dos pigmentos fotossensíveis  e em seguida participa de suas regenerações. Existem quatro fotopigmentos que se desbotam sob exposição à luz: rodopsina (encontrada em bastonetes, para visão noturna) e mais três tipos um para cada tipo de cone (um cone para cada cor primária). Ele sintetiza glicosaminoglicanas para o interfotorreceptor matriz, ou seja, o material interno que separa os receptores.

 

Além de oxigênio, o RPE seletivamente transporta nutrientes da coroide para suprir as três camadas externas da retina e remove os produtos residuais metabólicos dos receptores para serem varridos para circulação coroidal. Por meio de de seletivo bombeamento de metabólitos e a presença de estreitas junções intercelulares, o RPE age como uma barreira, prevenindo o acesso de resíduos químicos maiores ou nocivos ao tecido retinal, com isso contribuindo com a constante manutenção de um ambiente retinal estável e otimizado.

 

O RPE possui complexos mecanismos para lidar com molécula tóxicas e radicais livres produzidos pela ação da luz. Enzimas especializadas superóxido dismutases, catalases e peroxidases estão presentes para catalizar a quebra de potencialmente danosas moléculas como superóxido e o peróxido de hidrogênio. Antioxidantes tipo o atocoferol (vitamina E) e ácido ascórbico (vitamina C) estão presentes para reduzir os danos da oxidação.

 

Nossos receptores continuamente sintetizam novos discos com seus respectivos pigmentos fotossensíveis  reciclando materiais dos discos usados que foram dantes digeridos pelo RPE. Isto levanta a questão: ‘Porque existe esse tão complicado processo?’ A resposta pode estar no fato desse processo ser um exemplo de renovação biológica, pelo qual tecidos expostos a substâncias tóxicas, radiação, trauma físico, etc, podem sobreviver. Sem auto-renovação, tecidos como a pele, o revestimento do intestino, células sanguíneas e todo o resto iriam rapidamente acumular defeitos fatais. Do mesmo jeito, pela continua substituição dos discos os fotorreceptores superam o incessante processo de desintegração acelerado por agentes tóxicos, em particular, por luzes de comprimento de ondas curtas.

 

O dissipador térmico coroidal

 

 

Têm sido observado que o dano aos receptores de modelos experimentais está fortemente relacionado com a temperatura, e outros estudos confirmam que calor potencializa lesões fotoquímicas. Qualquer sistema projetado para resistir ao último deve também proteger contra o primeiro. Em 1980, um artigo foi publicado explicando pela primeira vez algo já conhecido sobre a coroide  2 Isto é, sua altíssima taxa de fluxo sanguíneo que excede em léguas a demanda nutricional da retina, apesar desta ser altamente ativa, metabolicamente, como já indicado.

 

Os vasos capilares coroidais (coriocapilares) formam um rico emaranhado na parte externa do RPE, predominantemente em sua área central, e separado deste apenas por uma fina membrana (membrana de Bruch). A absorção de luz excessiva pelo RPE produz calor na parte externa da retina que deve ser dissipado, afim de evitar danos pelo excesso de aquecimento ao delicado e complexo aparato biológico, e também a suas circunvizinhanças.

 

Os autores deste estudo contundentemente demonstram uma função essencial da coróide seu fluxo torrencial sanguíneo e sua proximidade ao RPE, serve para funcionar como dissipador de calor e resfriador. Ainda mais fascinante são os resultados de estudos posteriores pelos mesmos autores indicando que existem reflexos nervosos centrais (pelo cérebro) mediados pela luz que regulam o fluxo sanguíneo coroidal, aumentando o fluxo sanguíneo conforme a iluminação aumenta. Ambos RPE e coróide tem de estar localizados na parte externa da retina neurosensorial; disso podemos concluir que existem sólidas razões para a configuração invertida da retina de humanos e outros vertebrados.

 

A fóvea

 

Embora a retina neurosensorial seja virtualmente transparente excetuando-se em seus finíssimos vasos sanguíneos, existe um refinamento adicional de sua estrutura em sua região central chamada de mácula lútea. A retina e o córtex cerebral ocipital (chamado de córtex visual), para o qual a retina transmite informações visuais, é tão organizado que o VA é máximo no eixo visual. O eixo visual passa pela fovéola que forma o “piso” de uma fenda circular com uma parede declinada, chamado de fóvea (do latim= fenda, fossa) no centro da mácula. Longe da fóvea o VA diminui progressivamente em direção a periferia da retina. Daí os fotorreceptores de cor- os cones que detectam vermelho, verde e possivelmente azul- tem a maior densidade de 150.000 por mm² na fovéola  que mede apenas 300-330 µm de extensão.

 

O pigmento xantofila

 

O sistema ótico do olho humano é projetado de tal maneira que a luz ambiente tende a atingir com toda intensidade a área macular da retina, e com muito menos intensidade a periferia desta. É significante que não apenas a quantidade de melanina é mais abundante na região macular devido a suas células RPE serem maiores e mais numerosas por milimetro quadrado do que em qualquer outro lugar, mas também no centro da retina encontra-se o pigmento xantofila (Grego: ξάνθος- xanthos, amarelo). Nesta região, xantofila permeia todas as camadas da retina neurosensorial entre suas duas membranas e é concentrada nas células retinais, ambos os neurônios e células dos tecido que os sustenta. Atenção tem sido dada recentemente a presença de uma coleção de tecidos celulares de suporte chamada de tecidos de Muller que se encontram na superfície da fóvea e formam um cone cuja ponta pluga na depressão foveolar.

Xantofila é um carotenoide quimicamente ligado a vitamina A, cujo ápice do espectro de absorção chega a 460 nm e varia de 480 nm a 390 nm. Ela ajuda a proteger a retina neurosensorial ao absorver maior parte das ondas mais curtas da luz visível, ou seja, o espectro azul e violeta, potencialmente mais danosos.

 

 

O ponto cego

 

Devido a disposição invertida da retina, os axônios (fibras nervosas) que transmitem dados ao cérebro passam por baixo da superfície interna da retina e convergem em um pequeno ponto que é a “cabeça” do nervo ótico, daí, saindo para o cérebro. A cabeça do nervo ótico não possui receptores de luz, sendo portanto cega, causando um pequeno ponto cego no campo de visão. Sem surpresa, evolucionistas criticaram isso. Williams coloca o seguinte:

 

‘Nosso ponto cego da retina raramente causa alguma dificuldade, mas raramente não quer dizer nunca. Quando por um momento cubro um olho para repelir um inseto, um evento importante pode estar focalizado no ponto cego do outro.’ 3

 

Além disso, o problema tem de ser visto em perspectiva: o ponto cego é encontra-se a 15° do centro do eixo visual (a 3.7 mm da fovéola  e é minúsculo em relação ao campo de visão do olho, ocupando menos de 0.25% deste. Como mencionado acima, quanto mais longe da fovéola um ponto na retina está, menor será seu VA e sua sensibilidade. A retina ao redor da cabeça do nervo ótico, possui um VA apenas 15% igual ao da fovéola  Podemos inferir com segurança que o risco em teoria, previsto por Williams decorrente do ponto cego em uma pessoa de um olho só, é insignificante; e, em concordância com isso, é considerado seguro para uma pessoa de um olho só dirigir um carro privado, ou seja, para fins não profissionais.’

 

Como os dois campos visuais se sobrepõem em grande parte, o ponto cego de um olho é coberto pelo campo visual do outro. É verdade que a oclusão ou perda de um dos olhos é uma desvantagem, mas isso não é por causa do ponto cego do olho que notamos pelas razões expostas acima.

 

Olhos dos invertebrados

 

Algumas alegações de que a retina não-invertida de cefalópodes, tais como lulas e polvos, são mais eficientes do que a retina invertida encontrada em vertebrados. Mas isso pressupõe que a retina invertida é ineficiente, em primeiro lugar, e já vimos que não é o caso.

 

Além disso, eles nunca demonstraram que os cefalópodes realmente enxergam melhor. Pelo contrário, seus olhos apenas ‘se aproximam a alguns dos olhos de vertebrados inferiores em termos de eficiência’ e são provavelmente cegos de cores (só enxergam preto e branco). Além disso, a retina de cefalópodes, além de ser “convertida”, é muito mais simples do que a retina “invertida” de vertebrados; como Budelmann afirma, ‘A estrutura da retina [de cefalópodes] é muito mais simples do que do olho dos vertebrados, com apenas dois componentes neurais, células receptoras e fibras eferentes.’ É uma estrutura ondulante com ‘longas células fotorreceptoras cilíndricas com omatídeos consistindo de microvilosidades’, portanto os olhos de moluscos tem sido descrito como um “olho composto com lentes simples”. Finalmente, eles vivem em regiões com muito menos intensidade de luz do que a maioria dos vertebrados, o que contribui para demonstrar que olhos de cefalópodes não precisam ser tão complexos como é costumeiramente afirmado.

Apesar dos esforços de proponentes da evolução, a retina invertida não é evidência de “bad design”; pelo contrário, mesmo sua “fiação ao contrário” mostrar ser um sinal de criação planejada, para atender as demandas de cada ser vivo, de acordo com seu respectivo habitat.

 

(Do artigo: Is our ‘inverted’ retina really ‘bad design’?-Creation Ministries)

 

 

Referências

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  • Photon energy (E) is inversely proportional to wavelength (λ): E = hc/λ, where h is Planck’s Constant and c is the speed of light in a vacuum. 

  • Spectroscopic terms like ‘singlet’, ‘doublet’, ‘triplet’ etc. refer to the number of possible orientations of the total electronic spin of the molecule in a magnetic field. The ground (lowest energy) state of the O2 molecule is a triplet state (3Σg–) with two unpaired electrons. But when excited by a photon, it moves into a higher energy (thus more reactive) singlet state (1Δg) with no unpaired electrons. 

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  • The cerebral cortex is the grey cellular mantle (1–4 mm thick) forming the entire surface of the cerebral hemisphere of mammals. In man and the primates, part of the occipital cortex (at the posterior pole of each hemisphere) is specialised to receive signals from the two retinas and not until this level is reached by retinal signals is there conscious visual perception. The central 1.5 mm of the retina (the macula) has disproportionate representation in the visual cortex, amounting to about half of its area. 

  • The cones for blue are much less numerous than those for red and for green and it is now thought that they may not be present in the foveola. 

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  • The foveola subtends an angle of about 20 minutes of arc at the nodal point of the eye while the normal resolving power of the eye or the angle subtended by the minimum perceivable separation of two points is 1 minute of arc. 

  • Visual signals arising in the receptors are relayed in the retina first via the bipolar cells in the inner nuclear layer and then via the ganglion cells whose axons or nerve fibres form the nerve fibre layer of the retina. 

  • Curio, C.A., Allen, K.A., Topography of ganglion cells in human retina, J. Comp. Neurol. 300:5, 1990. As cited in Tasman W., Jaeger E.A. (eds), Ref. 4, vol. 1, ch. 19. 

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  • Identifying the precise location of xanthophyll, i.e. the layers and structures in which it is present within the neurosensory retina has proved difficult for investigators but there is a consensus for what is given here.

  • Gass, J.D.M., Müller Cell Cone, an Overlooked Part of the Anatomy of the Fovea Centralis, Arch Ophthalmol. 117:821–823, 1999. 

  • This graph is based on information from various sources as indicated by the references. Some absorption curves for melanin show an apparent fall-off at the short wavelength end of the light spectrum but this is caused by reduced transmission of short wavelength radiation by the ocular media (the cornea and more so the crystalline lens), rather than by a decrease in absorption by melanin granules. 

  • Sabates, F.N., Applied laser optics: Techniques for retinal laser surgery, 1997. In Tasman W., Jaeger E.A. (eds), 1997. Clinical Ophthalmology, Lippincott-Raven, New York, vol. 1, ch. 69A.

  • Nussbaum, J.J., Pruett, R.C., Delori, F.C., Historic perspectives. Macular yellow pigment. The first 200 years, Retina 1:296–310, 1981. 

  • Duke-Elder, S. (ed), Ref. 1, vol. 2, p. 264, 1961.

  • The degree of scattering is inversely proportional to the fourth power of the wavelength. 

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  • The eyes are further shielded from excessive exposure to light and UVR by anatomical features: the normal horizontal orientation of the eyes when in the upright posture, the eyebrows (particularly for those with deep-set eyes), the nose and the cheeks. But any natural defence system can be overwhelmed and so it is sensible when necessary (just as it is to wear extra clothing in cold weather) to wear or use extra protection against UVR and blue light; all the more is this so with the depletion of our ozone layer. 

  • Williams, G.C., Natural Selection: Domains, Levels and Challenges, Oxford University Press, Oxford, pp. 72–73, 1992. 

  • Traquair, H.M., An Introduction to Clinical Perimetry, The C V Mosby Co., St Louis, 1938.

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  • The reduction of overall visual field with the loss or occlusion of one eye amounts to 20–25% with the seeing eye looking straight ahead, mainly on account of the nose. The field of each eye is normally restricted by the facial contours mentioned in endnote 40. The field loss caused by the nose is largely recovered if the subject turns the head a little towards the blind side; this is often done unconsciously by a one-eyed person when looking intently. Return to text.

  • Diamond, J., Voyage of the Overloaded Ark, Discover, June, pp. 82–92, 1985.

  • Mollusks, Encyclopædia Britannica 24:296-322, 15th ed., 1992; quote on p. 321.

  • Hanlon, R.T., and Messenger, J.B., Cephalopod Behaviour, Cambridge University Press, Cambridge, New York, p. 19, 1996.

  • Budelmann, B.U., Cephalopod sense organs, nerves and brain, 1994. In Pörtner, H.O., O’Dor, R.J. and Macmillan, D.L., ed., Physiology of cephalopod molluscs: lifestyle and performance adaptations, Gordon and Breach, Basel, Switzerland, p. 15, 1994.

  • Sensory Reception, Encyclopædia Britannica 27:114–221, 15th ed., 1992; quote on p. 147.

2 responses to “Nossa retina invertida: mal-projetada?

  1. rozy sacardo July 23, 2013 at 15:35

    Deus em sua grande sabedoria projetou cada ser vivo compatível com seu habitat, jamais ele faria algo incompleto,instável propenso a falhas, nós vimos nesse belo texto q tudo esta no seu lugar e cada coisa funciona adequadamente pra o q foi projetado! Deus é perfeito o grande criador , o corpo humano é uma obra magnifica q funciona… não é algo q se origina de outra coisa, e nem q se espere bilhões de anos pra se formar… Tudo q Deus fez, ele fez pronto…. Deus é perfeito!! Ótimo texto meu amado ! Cada vez q entro no teu site esta melhor, continue assim esse é o propósito !! Bjus

    • adonizedek July 25, 2013 at 22:25

      Uma leitora abençoada e inteligente como tu faz valer a pena toda dedicação e esforço :)

      Obr pela tua força, espero de coração que estes artigos estejam sendo úteis na defesa da fé :)

      Deus te abençoe cada dia mais!

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